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sábado, 27 de agosto de 2011

Desafio dos Livros

Recebi um desafio dos livros do Adam Wilde, e então vamos ver lá no que deu:

1 - Existe um livro que relerias várias vezes?
Não costumo reler livros, a única exceção foi “ O Terceiro Travesseiro”, que pus no celular e lia quando tinha algum tempo livre fora de casa.
2 - Existe algum livro que começou a ler, parou, recomeçou, tentou e tentou e nunca conseguiu ler até ao fim?
Sim, um livro chamado “A Rainha da Beterraba” que ganhei de uma tia, só que o livro era extremamente desinteressante e nunca consegui terminar.
3 - Se escolhesse um livro para ler no resto da tua vida, qual seria?
Não escolheria um específico. Acho que um livro para o resto da vida é muito pouco.
4 - Que livro gostaria de ter lido, mas que, por algum motivo, nunca leste?
Queria ter lido Harry Potter, mais me deixei acomodar pelos filmes e nunca o li.
5 - Que livro leste cuja «cena final» jamais conseguiste esquecer?
“O Terceiro Travesseiro”. Na época estava passando por uma fase de autoconhecimento. E foi um livro que ajudou muito a me aceitar.
6 - Tinha o hábito de ler quando era criança? Se lia, qual o tipo de leitura?
Comecei a ler cedo. No inicio eram aqueles livros de “Era uma vez...” e “Foram felizes para sempre...”
7 - Qual o livro que achaste chato, mas ainda assim leste até ao fim? Por quê?
“A Moreninha”, mais li até o fim pra fazer um trabalho para a escola.
8 - Indica alguns dos teus livros preferidos.
“Os homens que não amavam as mulheres” (Millennium 1) – Stieg Larsson
“Anjos e Demônios” – Dan Brown
“Amanhecer” - Stephenie Meyer
“O terceiro Travesseiro” – Nelson Luiz de Carvalho
9 - Que livros estás a ler?
"A Rainha do Castelo de ar” (Millennium 3) – Stieg Larson
10 – Agora nomear 10 pessoas.
Raphael Martins, Dil Santos, Ro Fers, Matheeus, Leo e todos os demais que se sentirem a vontade para responder ao desafio.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Amizade Transferível.

Sempre associei ciúmes à insegurança. Sempre me achei bastante seguro porque ciúmes era coisa que não rolava no meu ultimo relacionamento. Mas de repente me espanto sentindo ciúmes de amigos. Aí muitos podem pensar: “Mas esse cara é doente?” Mas não, não é bem assim. Na verdade não sei bem se ciúmes é a palavra certa a ser usada, mas já ouviram falar em “Amor Transferível?”, pois é, o que está acontecendo é justamente “Amizade Transferível”.

Sabe aqueles amigos que mutuamente trocavam confidências, dividia os problemas, os sentimentos? Pois é, eu tinha amizades assim. Só que percebi que de algum tempo pra cá as coisas vem esfriando (e não por minha parte), as conversas vêm-se tornando cotidianas e antes o que era pessoal virou trivial.

Sei que no meu lugar muitos dariam de ombros, seguiriam suas vidas sabendo que novas amizades virão. Mas pra mim isso não é tão simples assim. Amizade é um relacionamento e ver esse relacionamento se diluir é bastante triste. Sei que isso vai além de qualquer coisa que posso a vir fazer, amizades são como pássaros, e não podemos aprisioná-las. Aí me pergunto: É difícil se afastar de alguém que você ama? Sim, é. Mais amar é isso, deixar o outro livre. Talvez um dia voltem, talvez não.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Palavras que nunca foram ditas, abraços que nunca foram dados.

Quando me vejo pensando na minha infância vem aquela saudade das brincadeiras na rua, da época em que eu teimava em andar descalço, das brincadeiras inocentes que com o tempo passaram a ser nem tão inocentes assim. Saudades daqueles abraços apertados que ganhava da minha mãe, em especial de quando eu tinha 5,6 anos e via a felicidade nos olhos dela ao ver que eu já estava lendo... Já meu pai,sempre foi fechado, mais grosso. Eu morria de inveja quando via nos filmes da TV os pais ensinando os filhos a andar de bicicleta, a jogar futebol e esse tipo de relação pai e filho nunca aconteceu realmente comigo.
De certa forma eu até entendo, pois ele perdeu seu pai ainda criança e desde cedo teve que ajudar a criar seus irmãos mais novos. Mas, aquela cumplicidade de pai e filho agente nunca teve e acho que nunca vamos ter. Às vezes, acho que somos completamente estranhos vivendo na mesma casa. Amparo financeiro nunca faltou mais demonstrações de carinho foram raras. Enquanto de um lado faltava de mais o outro compensava. Minha mãe sempre foi carinhosa comigo, às vezes até arrancando um pouco de ciúmes por parte dos meus irmãos mais velhos. Por mais incondicional que o amor de mãe possa ser, a presença do pai é sempre importante. Queria tanto ouvir um "Parabéns Filho!" quando ganhei o primeiro lugar nas Olimpíadas de Matemática na 8ª série mas isso se quer aconteceu.
Sinto que hoje ele já procura um contato maior comigo, mais a frieza agora vem da minha parte. Não que eu faça de propósito, o problema é que foi silencio demais no passado, e no presente, não dá pra reatar uma aproximação que nunca existiu.

domingo, 3 de julho de 2011

Gostinho de Infância



Isso, isso, isso, isso!

Você não vai com a minha Cara?

_ Professor Girafales!
_ Dona Florinda!
_ Que milagre o senhor por aqui...

Foi sem querer querendo!

Se você é sul americano com certeza já ouviu esses jargões. Chaves, um garoto pobre, órfão e que vive em uma vila juntamente com várias figuras pitorescas (Chiquinha, Seu madruga, Dona Florinda, Quico, A bruxa do 71...). O seriado mexicano que teve estréia no Brasil no ano de 1884 (e eu nem sonhava em nascer), no SBT caiu rapidamente no gosto do público brasileiro. Com uma linguagem que nada conota a apelos sexuais, chaves com certeza foi o ponto de referência da infância de muita gente e inclusive a minha.
Desde que me lembro, aqui em casa, a hora do Chaves sempre foi sagrada. Acompanhado dos meus irmão mais velhos dávamos incontáveis risadas vendo as trapalhadas e confusões protagonizadas pela turma e, por muitas vezes os episódios eram reprisados constantemente, porém, nunca perdia e até hoje não perde sua graça. Não saem da minha memória os graciosos encontros do professor Girafales e da Dona Florinda, onde eram marcados pela música tema do filme E o Vento Levou (o qual só vi a conhecer a pouco tempo), a velha desculpa do chaves, quando aprontava alguma coisa, o choro da Chiquinha, e sempre torcendo para aquele menino de rosto marcado por rugas encontrasse sua família.
E uma das coisas mais legais, é que mesmo o seriado sendo oriundo do México que é marcado pelo exagero dos atores na hora de representar, não vemos isso no seriado do Chaves.
Confesso que hoje, devido as demais ocupações, já que a infância, época 
 de garoto desocupado já passou, não tenho muito tempo pra ver TV e muito menos assistir chaves. Mais sempre que dá, me jogo no sofá e as 18:30, lá estou eu resgatando a grande parte da minha infância.
                                                                              

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Poucos e Suficientes


Me considero um cara bastante sociável. Mantenho contato com várias pessoas, mesmo não considerando essas pessoas como “amigas” de verdade. Sempre digo que amigos de verdade eu conto nos dedos. Porque acho que ninguém vira amigo de um dia para o outro e muito menos as classificamos como tal apenas por serem colegas de escola/trabalho ou mesmo companhias para sair, curtir.
Amigos de verdade, pra confiar, dividir segredos e ter certeza que posso contar tenho apenas quatro, o que no momento já está de bom tamanho. Sei que às vezes podemos vir a nos decepcionar com alguém, ou, a nos afastamos devido a rotina, horários diferentes, sei que com o passar do tempo novas pessoas aparecerão em minha vida, mais essas quatro pessoas as quais hoje chamo de amigos, pretendo manter sempre por perto.
Desses quatro, três são rapazes e uma garota. Um desses rapazes, o Thi*, eu conheço a mais ou menos dois anos. Quer dizer conheço a pessoa que está por dentro do Thi*, mais fisicamente ainda não nos conhecemos. É muito louco isso não é, de conhecer alguém apenas via Internet e telefone e mesmo assim nutrir um carinho enorme por essa pessoa. Ele me conhece muito bem e creio que eu o conheça tão bem quanto. E sei que não irá demorar muito e estaremos nos encontrando pessoalmente (yn).
Já minha amiga, a Di* entre nós rola uma coisa muito intensa, passamos muito tempo juntos, o que faz muita gente achar que rola algo mais do que amizade. Nós nos entendemos apenas no olhar, o que acho que só acontece quando se tem uma sintonia muito grande. E isso nós apelidamos de Ligações Peptidicas (vide aulas de Biologia), é bem legal dizer o que pensa, sem propriamente abrir a boca para isso.
Os meus outros amigos são tão especiais quanto, mas apenas o Thi* sabe sobre mim. O que se torna mais especial é que nós fomos nos descobrindo juntos, tanto que hoje já o considero meu irmão mais novo, mas sem aquelas brigas de irmãos rsrs.


terça-feira, 21 de junho de 2011

Eles insistem em aparecer...


Como parente chato, eles insistem aparecer.
Primeiro chega um e logo, logo abre caminhos para os próximos e quando você percebe está PELUDO!
Algumas semanas atrás, naquelas velhas inspeções corporais, quando na hora do banho você sempre acaba fazendo uma auto-avaliação do corpo, se está tudo em dia, se apareceu alguma coisa, enfim, acabei me assustando com a camada de pelos que se formou em minhas costas. Não se assustem. Não virei um Tony Ramos muito menos estou parecendo um Lobisomem (o que dá no mesmo), vendo por outro lado não é de todo mal aquela penugenzinha de cabelos finos e lisos, mais a questão é que eu não estou na idade e nem quero me tornar um cara estilo “ursinho”. Nada contra aos que são, mais pra mim esse aspecto se enquadra para caras acima dos trinta. É sempre legal ver um trintão/quarentão forte e peludo, mais não em mim.
O pior de tudo é que eu não me sinto confortável em procurar uma clinica de estética e fazer uma depilação. Ainda mais depois de ter ouvido sobre a tortura da cera quente. Enquanto eu procuro uma decisão os pelinhos ficam, espero que não cresçam muito, porque já estou bastante satisfeito com os pelos das pernas (amo pelos nas pernas) e dos braços. Mas pelos nas costas realmente NÃO DÁ!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Desistindo da Vida

Há algumas semanas vim acompanhando a história de uma senhora. Senhora que conseguiu vencer o câncer de mama, coisa que não é fácil, devido às horríveis sessões de quimioterapia, a retirada da mama e todo o sofrimento sem saber se tudo aquilo daria certo. Mas ela conseguiu, se tratou. Porém, devido a minha mãe ter uma certa proximidade a ela, acabei acompanhando  que nos últimos tempos ela havia entrado em depressão profunda devido a um amor não correspondido. Ela uma senhora acima dos 55, ele um rapaz de 30. Ela insistia e ele sempre dando fora, se esquivando... Ela parou de comer, não saia, não tomava os remédios dos outros problemas de saúde, acabou sendo internada. No hospital se recusava a tomar os remédios e se alimentar.
Mesmo com o incentivo dos amigos, as visitas constantes, as palavras de motivação e carinho nada adiantaram e ela acabou falecendo no início da semana. Nada a fez repensar nem procurar ajudar a si própria e sair dessa depressão.
O pior é que uma pessoa que passou por tanto sofrimento e perseverou para se tratar de uma doença tão grave abre mão da vida por causa de um amor não correspondido. Sei que cada um tem seus motivos, que ela estava doente e precisava de um acompanhamento psiquiátrico, mas se todos os que amam e não são correspondidos fizessem o mesmo, muitos de nós não estaríamos aqui hoje.