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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Palavras que nunca foram ditas, abraços que nunca foram dados.

Quando me vejo pensando na minha infância vem aquela saudade das brincadeiras na rua, da época em que eu teimava em andar descalço, das brincadeiras inocentes que com o tempo passaram a ser nem tão inocentes assim. Saudades daqueles abraços apertados que ganhava da minha mãe, em especial de quando eu tinha 5,6 anos e via a felicidade nos olhos dela ao ver que eu já estava lendo... Já meu pai,sempre foi fechado, mais grosso. Eu morria de inveja quando via nos filmes da TV os pais ensinando os filhos a andar de bicicleta, a jogar futebol e esse tipo de relação pai e filho nunca aconteceu realmente comigo.
De certa forma eu até entendo, pois ele perdeu seu pai ainda criança e desde cedo teve que ajudar a criar seus irmãos mais novos. Mas, aquela cumplicidade de pai e filho agente nunca teve e acho que nunca vamos ter. Às vezes, acho que somos completamente estranhos vivendo na mesma casa. Amparo financeiro nunca faltou mais demonstrações de carinho foram raras. Enquanto de um lado faltava de mais o outro compensava. Minha mãe sempre foi carinhosa comigo, às vezes até arrancando um pouco de ciúmes por parte dos meus irmãos mais velhos. Por mais incondicional que o amor de mãe possa ser, a presença do pai é sempre importante. Queria tanto ouvir um "Parabéns Filho!" quando ganhei o primeiro lugar nas Olimpíadas de Matemática na 8ª série mas isso se quer aconteceu.
Sinto que hoje ele já procura um contato maior comigo, mais a frieza agora vem da minha parte. Não que eu faça de propósito, o problema é que foi silencio demais no passado, e no presente, não dá pra reatar uma aproximação que nunca existiu.

domingo, 17 de abril de 2011

Pra aliviar o estresse da semana


As últimas duas semanas foram de correria total. Final de período, e lá vem prova atrás de prova.  Não estudei muito, mais ter ficado atento nas aulas ajudaram e como ajudaram.  Ainda mais somando escola, estágio e tirar um tempinho pra estudar consumiu muito o meu tempo.
Pra compensar toda essa correria aceitei o convite do ex/atual amigo colorido, para irmos a uma festa ontem. A festa fui super legal, deu pra dançar, extravasar a tensão acumulada, beber, enfim, valeu muito apena.
No final, como o ex, mora em outra cidade, acabei indo dormir na casa dele, mais aí não foi nada de mais, só troca de carinhos mesmo. Entre um carinho e outro, conversamos muito, e a maior parte da conversa girou entorno da nossa atual relação. Ele me disse que estava ainda confuso, como eu. Mas que gostaria de tentar, ver se dá certo. Por enquanto deixamos as coisas como estão. Melhor não se precipitar. Mais ai veio o sono e acabamos dormindo. Acordei já amanhecendo e vi que estávamos na mesma cama, se a mãe dele tivesse entrado no quarto... melhor nem pensar.

sábado, 2 de abril de 2011

ultimato #2


Demorei de postar aqui o que aconteceu no domingo , mais no fim da tarde fui encontrar o Fêh. Admito que assim que o vi lindo e como tinha dito na msg que ele tinha me enviado antes, estava usando uma camisa gola V branca. Como a sessão já estava começando, compramos algumas besteiras e fomos ver o filme. A sessão tava quase que deserta e foi inevitável a troca de carinhos e até o beijo rápido que rolou. Depois que acabou o filme, fomos no WC e como estava vazio rolou mais alguns amassos por lá. Passamos o resto do tempo conversando e acabamos por decidir que por enquanto é melhor nós ficarmos apenas na AMIZADE se é que vocês me entendem. Antes de nos despedir, fomos em um lugar mais reservado e rolou mais uns beijos.
Acho que as coisas estão voltando a “esquentar” novamente. Mas não quero me precipitar. Além do que nossos horários estão bastante incompatíveis. Vamos levando a amizade colorida adiante, sem cobranças e ver o que acontece no futuro.

domingo, 27 de março de 2011

Ultimato


E na sexta veio o convite, que já era feito há algum tempo mais eu sempre tinha uma desculpa, algo pra fazer, mais no fundo mesmo o que eu estava tentando fazer era não encontrá-lo, não me precipitar ou me deixar levar pelo momento, pela carência. Mas sexta o convite foi categórico e não tive como dizer não.

<|Reprodução da nossa conversa via Celular|>
Fêh: Poxa Luccas, tá parecendo que você tá fugindo de mim, me evitando... Toda vez que te convido pra fazer alguma coisa vc tem uma desculpa, até parece que vou te agarrar a força.
Luccas: Não Fêh, é falta de tempo mesmo. (Mentira)
Fêh: Entendo, não vou ficar insistindo pra você sair comigo, mais se você quiser provar que não ficaram ressentimentos entre a gente quer ir domingo ao cinema comigo?
(Puts, cinema é programa de namorados, não de ex, mais não dá mais pra recusar, vamo ver no que dá então...)
Luccas: Ok, vamos sair no domingo então.
Fêh: Isso! Te espero no domingo, às 17h, no mesmo shopping que agente se conheceu.
(Poh, ele tinha que dizer isso? Quem não sabe o que aconteceu nesse shopping é só ver AQUI)
 Luccas: Bju Feh, até o domingo então.

Ontem à noite, quer dizer, na madrugada de hoje recebo uma sms dele: “De Nike e gola V pra causar no Shopping e reconquistar você (8)”
Porra, eu sei que isso é um trecho de uma música do Strike, mais eu fiquei super mexido com a mensagem. Mais de outro lado não queria me deixar levar, pois eu sei que se voltássemos agora, seria bem mais complicado do que já era antes. Primeiro porque vem a escola, o estágio, e o cursinho que começa agora em abril. E isso sem falar nos compromissos dele. Além do mais foram as rotinas diferentes que acabaram ajudando a relação ir esfriando, além do mais no fim eu já não sentia o mesmo amor que sentia antes. Sinto saudades claro, mais ainda não é a hora. Ainda não sinto o que sentia antes. E pior se nós dois ficarmos hoje a noite vai confundir muito a ambos.
O pior de tudo é que não posso tomar decisões em cima de um encontro que ainda não aconteceu e nem sei bem o que vai rolar. O que esperaria mesmo era sairmos realmente como amigos, mais essa condição quase sempre não funciona com pessoas que terminaram uma relação há pouco tempo.
Vamos ver o que sai daí, levando em conta que vamos ver o Bruna Sufistinha.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sentimentos Paralíticos


Não sei como e nem quando as coisas começaram a mudar. Há 2 meses atrás tinha um namoro estável e nutria um sentimento em que sinceramente não era mais a paixão aliada ao amor que era presente no inicio, mas ainda restava amor. E como um dia alguém disse que sempre era necessário colocar a relação na balança e se os aspectos positivos sobrepuserem os negativos a relação valeria a pena ser levada a diante … e valia a pena.
Mas depois de um tempo a relação começou a ficar cada vez mais fria. O beijo era frio, o sexo era frio, as caricias já não faziam mais sentido.  O pior que o problema não era ele e minha consciência pesava por isso. Ele era sempre atencioso e carinhoso comigo e eu... indiferente a isso.

Por mais que tentasse superar essa falta de sentimento, esperando que a qualquer segundo tudo o que sentia antes viesse à tona novamente era um esforço em vão. O que mais me colocava pra baixo era decepcionar uma pessoa que sempre demonstrou gostar de mim e pior que não merecia saber inesperadamente que os meus sentimentos em relação a ele haviam chegado ao nível amizade.

O afastamento foi categórico. Eu não queria magoá-lo. Mas estava magoando. “E o enfeitiçado agora é responsável pelo feitiço”. Pois é, eu já estive do outro lado, eu já fui um dos protagonistas em que a relação havia morrido para um e continuava em chamas para o outro. E eu era o outro. E eu sofri. E indiscutivelmente esse era o meu maior medo, fazer ele sofrer. E eu não sou esse tipo de cara, me sentiria mil vezes pior se soubesse que alguém poderia está sofrendo por minha causa.  Mas acho que não tenho culpa, o nosso amor cresceu juntos e chegou ao fim em períodos diferentes.

Ele percebeu... sentiu que as coisas não eram como antes e me chamou pra falar o que estava acontecendo. Eu desabafei, chorei, abracei, pedi desculpa. Mas o que eu não esperava aconteceu, ele continuou super calmo e disse que eu deveria ter dito antes. Disse que me entendia e não estava chateado por isso, pois sabia que uma amizade verdadeira e duradoura permaneceria nos unindo. E eu chorei mais. Chorei por não saber o que vem depois e por um dia vir a me arrepender dessa decisão. Nós continuamos saindo (não agora, porque estou me recuperando de uma cirurgia, conto depois), às vezes rolava um clima, mais me mantinha firme, deixando o tempo ajudar a ver se fiz a coisa certa ou fazer meu coração bater acelerado novamente e se ele me quiser de volta poder deixar os sentimentos saírem da paralisia e voltarem a andar novamente.