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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Surpresas & Despedidas


Esse final de semana saíram as listas dos aprovados pelo SiSU para ingressar nas Universidades através das Notas do ENEM. Eu nem tinha conferido, pois como fiz apenas por teste, buscando experiência para fazer na real mesmo esse ano, me surpreendi quando uma amiga me liga, dizendo que meu nome estava na lista do curso em que eu tinha me inscrito numa Universidade Federal (UFRB). Fiquei feliz claro, o único problema é que eu vou fazer o ultimo ano do Ensino Médio agora, porém teria como eu recorrer e seria possível eu cursar, mas deixa pra próxima, o que acaba impedindo é o fato de eu ser menor de idade para morar fora.

 Meus pais deixaram-me decidir o que acho melhor e no momento optei por desistir da vaga. Sei que novas oportunidades virão é só dar tempo ao tempo.
Mais de qualquer maneira, fiquei orgulhoso de ter sido aprovado pra uma Federal.

Mudando de assunto, essa semana foi a festinha de confraternização da turma, fizemos um churras no condomínio de um colega e a festinha correu regada a piscina, comida e bebida (a caipirosca que diga). O problema é que todos se esqueceram que aquele condomínio era numa área deserta e acabamos por sair de lá muito tarde, depois das despedidas que foram bastante emocionantes e fizeram muitos chorarem, inclusive eu. Sei que vamos manter contato, porém o convívio de antes nunca será mais o mesmo e acho que devido ao álcool (é eu sei que somos menores) acabou nos desinibindo a expressar realmente o que estávamos sentindo sem receios ou vergonha de falar o quanto aquelas pessoas que estavam ali são especiais. O tempo acabou passando, o dia tinha ido embora e já era noite. Acabamos por ficar horas esperando o maldito ônibus, e pra mim foi mais complicado porque eu moro em outra cidade e ainda teria que pegar outro carro. Sei que saí de casa às 8h da matina e cheguei as 10:30h da noite. Pra piorar a bateria do meu celular tinha acabado e minha mãe dramática como acho que todas as mães são já estava desesperada.

Quando cheguei acabei ouvindo poucas e boas, sei que fui irresponsável por não ter avisado, mais repetiria tudo mil vezes se fosse possível. Porque momentos como estes não tem preço.

Besos e Hasta Luego.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Revendo os últimos seis meses


Seis meses atrás dei mais um passo. Um passo rumo a algo que não conhecia, era mais uma nova aventura que não sabia se daria certo ou não. Como sempre, a adaptação é meio complicada, pessoas diferentes, que nunca vi. De cara pensei que não iria me adaptar, porque estava confiante de que encontraria um amigo por lá, só que não aconteceu. Acho que de certa forma a desistência dele foi primordial para eu não ficar apegado apenas a uma pessoa e sim procurar fazer novas amizades. Com o tempo, fomos nos conhecendo vi ali pessoas bastante especiais, companheiras. Mas como em todo lugar existia pessoas que não valia apena manter muita proximidade. Isso foi o de menos, pois colocando na balança as pessoas boas era uma maioria diante da minoria.

No final das contas não éramos apenas colegas de sala, mas sim AMIGOS. Cada qual da sua maneira, com suas particularidades, mas que no final cada rostinho, cada atitude ajudou a formar um ambiente em que valia a pena conviver.

Ao contrário de muitos ambientes onde o que impera é a hostilidade, a arrogância, a competitividade, ali o que imperava era a união, a solidariedade e principalmente as resenhas regadas a risos e brincadeiras onde eram horas de descontração.

Muitas vezes, quando eu estava passando por diversos problemas, junto a eles encontrei minha válvula de escape, pois ali eu me sentia humano, acolhido...

Sei que agora chegou ao fim e nunca pensei que seis meses passasse tão depressa. Só que esse tempo foi o suficiente para trazer comigo mais uma porção de pessoas especiais. Pessoas que pretendo manter por muito e muito tempo.
Como não lembrar de vocês
Como não chorar outra vez
Só de lembrar
Poder te abraçar
E os laços que eu plantei
Que formaram raízes no meu chão
Vou colher por toda vida amigos do meu coração
E se o mundo te esquecer
Quando o dia amanhecer
Quero estar aqui também
Vamos juntos pro ano que vem...
                                                           Rafinha – Fim de Ano
 Imagem: femminile

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Relato de uma depilação na virilha

- Tenta sim. Vai ficar lindo.
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecoló gica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às… Deixa eu ver…13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- é… é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda .
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se f*der mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim… sonhei de novo com o c* de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
P*rra… por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda…
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar…namorar. .. eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Fantasmas do Passado


Pois como fazem os irmãos winchester da série Supernatural, nada melhor pra repelir um fantasma indesejado do que sal grosso e uma bela vara de ferro...
Há dois anos, quando eu não conhecia praticamente nada da vida (agora já sei alguma coisa) conheci um rapaz, quer dizer, ele encontrou meu e-mail não sei aonde e daí começamos a conversar. Não sei se porque eu era muito ingênuo ou eu fui me encantando muito rápido e com pouco tempo começamos um namoro virtual. (a maior furada da minha vida) Não posso mentir, ele era um fofo. Ficávamos horas conversando na Web (no inicio era apenas conversa mesmo) fui lhe conhecendo, ele a mim, e de repente Tcharam!! Eu estava apaixonado... Ai eu pensei “como era bom”, pois essa foi minha primeira “experiência” se é que posso chamar assim, mas com o tempo descobri o Cú que era namorar a distância.
Passou algum tempo, e as simples conversas na web cam começaram a evoluir se é que vocês me entendem. Eu passava mais tempo trancado no meu quarto do que fora dele. Mas não pensem que eu era santo não, pois eu também explorei e muito. Se eu disser que não gostava eu estou sendo um mentiroso. Mas o envolvimento não era apenas físico-virtual (nem sei se é o jeito certo, mas dane-se) eu estava muito ligado nele, e pelo que ele dizia estava também. As coisas aconteciam as mil maravilhas e eu com essa falsa idéia de amor ao primeiro clique. Até que um dia, como de costume eu estava esperando por ele, e nada, no dia seguinte... nada, na semana seguinte? NADA!!! Assim foi por mais de um mês. E eu, idiota, entrei numa fossa total, vivia deitado triste e com MSN aberto. Acho que só não ganharia o Oscar de Fossa do Ano, pois a atuação da Bella Swan no filme Lua Nova foi bem melhor que a minha.
O tempo passa até que um dia ele volta. E eu, continuava iludido. Mas as coisas não era como antes, ele estava frio, distante (além da distancia que sempre existiu). Percebi que o que ele realmente queria era um estimulo sexual e depois sumia novamente. E os Eu te amo, de antes agora nem faziam mais sentido.
O pior que eu ainda era muito ligado, mais precisava dar um basta nisso tudo. E assim aconteceu, nós terminamos, como se um dia tivesse começado algo, e assim foi.
Eu fiquei super triste, porque de uma certa forma ele foi a primeira pessoa que eu gostei de verdade mas tudo passa, até uva passa.
Semana passada, quando eu nem lembrava mais que tinha ele no MSN, e nem lembrava que ele estava desbloqueado, porque pensei ter deletado de uma vez, ele abre conversa e diz:
Sabe, sei que é tarde pra admitir mais ainda sinto alguma coisa cá dentro, uma coisa muito forte por vc...
Eu fiquei com aquela cara de LOOL por algum tempo, mas não dei muita importância, mesmo que ainda estivesse sem ninguém, e se não tivesse o mínimo de amor próprio não cairia no conto da Carochinha outra vez. Porque experiências ensinam, e namoro virtual?  Quero não, obrigado.