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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Gosto é igual a #%


Ontem eu estava voltando pra casa feliz, por não ter a ultima aula na universidade quando, sentado próximo à cobradora do ônibus meu celular toca. A cobradora me olha com uma cara de “Que porra é essa?” quando ouve Sweet Child O' Mine do Guns N' Roses. E pra completar, ainda fala para uma senhora que estava perto dela que a juventude de hoje só quer escutar essas porcarias. Educado que sou, lembro que minha mãe dizia que não se deve discutir com as pessoas mais velhas e fico na minha. Aproveito o trajeto de aproximadamente trinta minutos pra ler um livro. Enquanto eu estou concentrado lendo, a música do pente se faz presente. Com certeza vocês já devem ter ouvido uma música que nada mais é do que a repetição do verso “É o pente” trocentas mil vezes. Não me admiro muito de ver que a música vinha do celular da cobradora.
Admito que não gosto, mas respeito quem escuta. Além do mais acho muito chato ver todo mundo escutando as mesmas músicas que eu escuto. Não é intransigência, longe disso. E isso é aplicável tanto ao gosto musical quanto a orientação sexual de cada um. Não é necessário gostar, mais respeitar é essencial.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Novos caminhos


Por causa de um atraso no calendário da universidade, essa semana começaram minhas aulas. Um lugar totalmente novo, muita gente bonita por todo lugar, enfim, calouro é foda né, se impressiona com tudo. Pra completar o pior trote da universidade é o de Engenharia civil. Mais fora isso, a principio, a maioria dos colegas são legais e com certeza futuras amizades estão por vir. Os professores parecem que pularam as apresentações das primeiras semanas e já começaram a empurrar trabalhos e exigências de materiais pra gente comprar.

O mais curioso disso tudo é ver tanta gente enchendo a boca pra dizer que sempre sonhou com a engenharia, que estavam começando a realizar um sonho, enquanto eu ainda nem tenho 100% de certeza se estou trilhando um caminho que me direcionará a profissão que eu realmente quero atuar. Mas acho que a cada dia e a cada experiência nova, essa certeza começa a germinar e a se enraizar dentro de mim. Pois acho que agente só passa verdadeiramente a amar alguma coisa quando a vivenciamos.

Tenho a consciência que nada é fácil e que é preciso dedicação e comprometimento para que as coisas possam seguir em frente. Obstáculos sempre estarão presentes, mas vontade e perseverança para ultrapassá-los faz com que cada pedra encontrada nesses caminhos tão incertos faça parte do castelo que será alcançado no final dessa caminhada.

domingo, 8 de abril de 2012

Alteres




Início da semana e lá vou eu pra academia. Depois de ter voltado a frequentar ainda não tinha feito musculação, só correndo e pedalando mesmo. Mais o sabichão aqui, sem alongar antes, resolve ir puxar ferro. Estava me sentindo e comecei a intensificar o treino. Acabei forçando mais do que deveria, mais fui pra casa contente, já esperando o outro dia pra poder malhar tríceps.
Só que o resultado disso tudo veio no dia seguinte. Acordei com os braços e peito que mal podia tocar e levantar os braços era uma tarefa que eu não ousava fazer. Foram necessários três dias tomando relaxante muscular para poder aliviar a dor.

sábado, 24 de março de 2012

A Música faz parte de Nós.


                É bem difícil hoje se encontrar algo que verdadeiramente nos toque, onde haja uma conexão com nosso interior, com nossos sentimentos. Comigo uma coisa que assume esse papel é a musica. Mas há músicas que são superficiais, passageiras, que meses após serem ouvidas se quer nos lembramos delas. Mas há outras que os sentimentos, as dificuldades e os momentos que atravessamos no passado ou até mesmo do presente vem à tona no primeiro toque.
                O ano de 2009 foi um grande ano pra mim. Foi o ano em que conheci algumas pessoas extremamente importantes em minha vida e também que comecei a amadurecer e aprender com meus erros. Um ano de intensas emoções, que comecei a moldar o homem que a cada dia venho me transformando.
                Em meio a um turbilhão de incertezas, decepções e descobertas conheci a banda Rosa de Saron, na época despontando no cenário nacional. Procurei na internet e baixei então o mais novo álbum da banda. Comecei a ouvir sozinho, no meu quarto e percebi que muitas das mensagens de suas músicas se adequavam a mim, ao meu momento. Na época, os laços de amizades que tenho hoje, ainda eram estreitos, tinha apenas amizades superficiais e não me abria com ninguém. Foi aí que algumas músicas passaram a ser a minha válvula de escape para poder de certa forma trazer pra fora algumas coisas que até então eu guardava sozinho, mesmo que por meio de lágrimas. 


 


domingo, 18 de março de 2012

Vizinho Um - O Aberteiro

Há dezoito anos vivo na mesma cidade, no mesmo bairro, na mesma rua e na mesma casa. A maior parte dos vizinhos mantém-se os mesmos desde então. Só que muitas dessas pessoas não entendem que ao menos que haja uma liberdade e amizade recíproca, os períodos em que nos encontramos pela manhã/tarde/noite e ao passarmos e apenas por educação e a fim de manter um convívio saudável lhes dispersamos um bom dia/boa tarde/boa noite não significa que haja uma maior intimidade. Não significa que por "tempo de convívio” possamos meter o bedelho na vida alheia. Só que três figuras que moram próximas a minha casa ainda não conseguiram compreender isso.
Vou apresentar pra vocês o primeiro da lista, o "Aberteiro".

Aberteiro (Adjetivo que Aurélio Buarque não teve o prazer de conhecer)
1.   Espaçoso, indiscreto, intrometido.
2.   Que se mete no que não lhe diz respeito.

Dia desses estava entrando em casa quando o vizinho aberteiro da casa ao lado me chama:

- Oi Luccas, você tem sinal Wi-fi em casa né?
- Tenho sim, por quê?
- Ah, nada não.  É que outro dia tava sem net aqui em casa e eu não consegui conectar na tua. Mais porque você não deixa desbloqueado?
- Tá bloqueada porque não é você quem paga - encerrei a conversa com um sorrisinho e entrei em casa. Nada mais bonito do que a cordialidade entre vizinhos.

sábado, 10 de março de 2012

Falta de Adaptação

            É compreensível as pessoas mais velhas não terem tanta habilidade nem intimidade com tecnologia. Se bem que hoje em dia essa condição não é uma regra e acaba se tornando exceção. Eu entendo meus pais não saberem pra onde vai o mouse do computador, afinal eles cresceram e se acostumaram à outra realidade, mesmo que essa realidade possa ser revertida. Mesmo não tendo habilidade com o computador, isso não os impede de manusear a TV, o celular e outros aparelhos mais modernos. Mas ontem no shopping, vi uma cena que não esperava presenciar. Um senhor tendo dificuldades para subir na escada rolante. Hora ele colocava um pé, ai esticava a perna e se desequilibrava, ele tentava novamente mais sem efeito. Nesse meio tempo já havia várias pessoas na platéia, presenciando a cena e rindo da situação embaraçosa do senhor. Outros já filmavam. Até que cambaleando ele consegue se equilibrar e alcançar a façanha de subir na escada rolante.
                Não duvido nada de que nos próximos dias essa cena já esteja rolando na net. Mesmo sentido com a “falta de prática” daquele senhor, não deixo de achar a situação hilária. Apesar da escada rolante não ser uma invenção recente e que já faça parte do cotidiano de muita gente, há pessoas que ainda sentem dificuldades por nunca ter subido em uma ou vai ver que ele não estava tão sóbrio assim.