Há algum tempo (muito tempo) não
escrevo aqui. E justamente hoje, em um dia que para mim é de reflexão sobre
esse e os outros anos de vida que se passaram, me veio uma imensa vontade de
regressar neste espaço. Mas porque hoje depois de tanto tempo?
Poderia alegar falta de tempo,
mais essa não é a verdade. De uns tempos pra cá venho avaliando qual o
verdadeiro objetivo desse blog hoje, pois quando comecei a escrever aqui, em
2010, buscava compreender melhor o turbilhão de sentimentos e confusões da mente
inquietante de um adolescente de 16 anos. Tenho consciência que todo o
aprendizado adquirido com essa experiência de poder estar compartilhando um
pouco dos meus medos, das minhas perspectivas e pequenas felicidades, como também
as palavras amigas aqui encontradas contribuiu e muito na essência desse cara que
vos fala. Porém avaliando algumas coisas que escrevi nesse tempo pude perceber que
realmente evoluí. Deixei de lado certas atitudes, melhorei muito enquanto
pessoa. Não me tornei nenhum modelo a ser seguido, aliás, conheço poucos que os
são. Mas me tornei uma pessoa melhor de se conviver, tanto com os outros quanto
comigo mesmo. Isso já é um grande passo.
Nesse período, percebi que a
melhor forma de poder me amar e de os outros me amarem é sendo eu mesmo e não
um protótipo do modelo ideal da sociedade. Ainda não consigo me abrir para as
pessoas a minha volta, mas consegui me abrir para a mais importante. Eu.
Muita coisa aconteceu nesse
tempo. Novos amigos chegaram, velhas amizades se perderam, grandes amizades se
tornaram maiores ainda. Amores vieram, marcaram, se foram, voltaram e já
partiram novamente. Passei a sair mais, a viajar mais, a me exercitar mais e a
gostar mais de mim... 04 períodos da universidade já se foram, sonhos já foram
realizados e muitos ainda estão esperando a se concretizar.
Fazendo essa retrospectiva da
minha ainda curta trajetória, percebo que estou feliz com o que vejo, com quem
eu me tornei.
“Eu cheguei a seguinte conclusão: não adianta concertar o resto,
concertar a gente ajuda pra caramba!”
- Renato Russo
- Renato Russo

