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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Amizade Transferível.

Sempre associei ciúmes à insegurança. Sempre me achei bastante seguro porque ciúmes era coisa que não rolava no meu ultimo relacionamento. Mas de repente me espanto sentindo ciúmes de amigos. Aí muitos podem pensar: “Mas esse cara é doente?” Mas não, não é bem assim. Na verdade não sei bem se ciúmes é a palavra certa a ser usada, mas já ouviram falar em “Amor Transferível?”, pois é, o que está acontecendo é justamente “Amizade Transferível”.

Sabe aqueles amigos que mutuamente trocavam confidências, dividia os problemas, os sentimentos? Pois é, eu tinha amizades assim. Só que percebi que de algum tempo pra cá as coisas vem esfriando (e não por minha parte), as conversas vêm-se tornando cotidianas e antes o que era pessoal virou trivial.

Sei que no meu lugar muitos dariam de ombros, seguiriam suas vidas sabendo que novas amizades virão. Mas pra mim isso não é tão simples assim. Amizade é um relacionamento e ver esse relacionamento se diluir é bastante triste. Sei que isso vai além de qualquer coisa que posso a vir fazer, amizades são como pássaros, e não podemos aprisioná-las. Aí me pergunto: É difícil se afastar de alguém que você ama? Sim, é. Mais amar é isso, deixar o outro livre. Talvez um dia voltem, talvez não.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Palavras que nunca foram ditas, abraços que nunca foram dados.

Quando me vejo pensando na minha infância vem aquela saudade das brincadeiras na rua, da época em que eu teimava em andar descalço, das brincadeiras inocentes que com o tempo passaram a ser nem tão inocentes assim. Saudades daqueles abraços apertados que ganhava da minha mãe, em especial de quando eu tinha 5,6 anos e via a felicidade nos olhos dela ao ver que eu já estava lendo... Já meu pai,sempre foi fechado, mais grosso. Eu morria de inveja quando via nos filmes da TV os pais ensinando os filhos a andar de bicicleta, a jogar futebol e esse tipo de relação pai e filho nunca aconteceu realmente comigo.
De certa forma eu até entendo, pois ele perdeu seu pai ainda criança e desde cedo teve que ajudar a criar seus irmãos mais novos. Mas, aquela cumplicidade de pai e filho agente nunca teve e acho que nunca vamos ter. Às vezes, acho que somos completamente estranhos vivendo na mesma casa. Amparo financeiro nunca faltou mais demonstrações de carinho foram raras. Enquanto de um lado faltava de mais o outro compensava. Minha mãe sempre foi carinhosa comigo, às vezes até arrancando um pouco de ciúmes por parte dos meus irmãos mais velhos. Por mais incondicional que o amor de mãe possa ser, a presença do pai é sempre importante. Queria tanto ouvir um "Parabéns Filho!" quando ganhei o primeiro lugar nas Olimpíadas de Matemática na 8ª série mas isso se quer aconteceu.
Sinto que hoje ele já procura um contato maior comigo, mais a frieza agora vem da minha parte. Não que eu faça de propósito, o problema é que foi silencio demais no passado, e no presente, não dá pra reatar uma aproximação que nunca existiu.