Isso, isso, isso, isso!
Você não vai com a minha Cara?
Você não vai com a minha Cara?
_ Professor Girafales!
_ Dona Florinda!
_ Que milagre o senhor por aqui...
Foi sem querer querendo!
_ Dona Florinda!
_ Que milagre o senhor por aqui...
Foi sem querer querendo!
Se você é sul americano com certeza já ouviu esses
jargões. Chaves, um garoto pobre, órfão e que vive em uma vila juntamente com
várias figuras pitorescas (Chiquinha, Seu madruga, Dona Florinda, Quico, A
bruxa do 71...). O seriado mexicano que teve estréia no Brasil no ano de 1884
(e eu nem sonhava em nascer), no SBT caiu rapidamente no gosto do público
brasileiro. Com uma linguagem que nada conota a apelos sexuais, chaves com
certeza foi o ponto de referência da infância de muita gente e inclusive a
minha.
Desde que me lembro, aqui em casa, a hora do Chaves sempre
foi sagrada. Acompanhado dos meus irmão mais velhos dávamos incontáveis risadas
vendo as trapalhadas e confusões protagonizadas pela turma e, por muitas vezes
os episódios eram reprisados constantemente, porém, nunca perdia e até hoje não
perde sua graça. Não saem da minha memória os graciosos encontros do professor
Girafales e da Dona Florinda, onde eram marcados pela música tema do filme E o Vento Levou (o qual só vi a conhecer
a pouco tempo), a velha desculpa do chaves, quando aprontava alguma coisa, o
choro da Chiquinha, e sempre torcendo para aquele menino de rosto marcado por
rugas encontrasse sua família.
E uma das coisas mais legais, é que mesmo o seriado sendo
oriundo do México que é marcado pelo exagero dos atores na hora de representar,
não vemos isso no seriado do Chaves.
Confesso que hoje, devido as demais ocupações, já que a infância,
época
de garoto desocupado já passou, não tenho muito tempo pra ver TV e muito
menos assistir chaves. Mais sempre que dá, me jogo no sofá e as 18:30, lá estou
eu resgatando a grande parte da minha infância.
