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domingo, 3 de julho de 2011

Gostinho de Infância



Isso, isso, isso, isso!

Você não vai com a minha Cara?

_ Professor Girafales!
_ Dona Florinda!
_ Que milagre o senhor por aqui...

Foi sem querer querendo!

Se você é sul americano com certeza já ouviu esses jargões. Chaves, um garoto pobre, órfão e que vive em uma vila juntamente com várias figuras pitorescas (Chiquinha, Seu madruga, Dona Florinda, Quico, A bruxa do 71...). O seriado mexicano que teve estréia no Brasil no ano de 1884 (e eu nem sonhava em nascer), no SBT caiu rapidamente no gosto do público brasileiro. Com uma linguagem que nada conota a apelos sexuais, chaves com certeza foi o ponto de referência da infância de muita gente e inclusive a minha.
Desde que me lembro, aqui em casa, a hora do Chaves sempre foi sagrada. Acompanhado dos meus irmão mais velhos dávamos incontáveis risadas vendo as trapalhadas e confusões protagonizadas pela turma e, por muitas vezes os episódios eram reprisados constantemente, porém, nunca perdia e até hoje não perde sua graça. Não saem da minha memória os graciosos encontros do professor Girafales e da Dona Florinda, onde eram marcados pela música tema do filme E o Vento Levou (o qual só vi a conhecer a pouco tempo), a velha desculpa do chaves, quando aprontava alguma coisa, o choro da Chiquinha, e sempre torcendo para aquele menino de rosto marcado por rugas encontrasse sua família.
E uma das coisas mais legais, é que mesmo o seriado sendo oriundo do México que é marcado pelo exagero dos atores na hora de representar, não vemos isso no seriado do Chaves.
Confesso que hoje, devido as demais ocupações, já que a infância, época 
 de garoto desocupado já passou, não tenho muito tempo pra ver TV e muito menos assistir chaves. Mais sempre que dá, me jogo no sofá e as 18:30, lá estou eu resgatando a grande parte da minha infância.
                                                                              

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Poucos e Suficientes


Me considero um cara bastante sociável. Mantenho contato com várias pessoas, mesmo não considerando essas pessoas como “amigas” de verdade. Sempre digo que amigos de verdade eu conto nos dedos. Porque acho que ninguém vira amigo de um dia para o outro e muito menos as classificamos como tal apenas por serem colegas de escola/trabalho ou mesmo companhias para sair, curtir.
Amigos de verdade, pra confiar, dividir segredos e ter certeza que posso contar tenho apenas quatro, o que no momento já está de bom tamanho. Sei que às vezes podemos vir a nos decepcionar com alguém, ou, a nos afastamos devido a rotina, horários diferentes, sei que com o passar do tempo novas pessoas aparecerão em minha vida, mais essas quatro pessoas as quais hoje chamo de amigos, pretendo manter sempre por perto.
Desses quatro, três são rapazes e uma garota. Um desses rapazes, o Thi*, eu conheço a mais ou menos dois anos. Quer dizer conheço a pessoa que está por dentro do Thi*, mais fisicamente ainda não nos conhecemos. É muito louco isso não é, de conhecer alguém apenas via Internet e telefone e mesmo assim nutrir um carinho enorme por essa pessoa. Ele me conhece muito bem e creio que eu o conheça tão bem quanto. E sei que não irá demorar muito e estaremos nos encontrando pessoalmente (yn).
Já minha amiga, a Di* entre nós rola uma coisa muito intensa, passamos muito tempo juntos, o que faz muita gente achar que rola algo mais do que amizade. Nós nos entendemos apenas no olhar, o que acho que só acontece quando se tem uma sintonia muito grande. E isso nós apelidamos de Ligações Peptidicas (vide aulas de Biologia), é bem legal dizer o que pensa, sem propriamente abrir a boca para isso.
Os meus outros amigos são tão especiais quanto, mas apenas o Thi* sabe sobre mim. O que se torna mais especial é que nós fomos nos descobrindo juntos, tanto que hoje já o considero meu irmão mais novo, mas sem aquelas brigas de irmãos rsrs.